História

História

A história da Quinta de Matrena desvanece-se ao longo de vários séculos, crendo-se que remonta ao Séc.XIV. No rol dos Bens dos Templários de 10 de Setembro de 1327 já vêem mencionados os Pisões de Matrena e um lagar que se estava a construir.

Em 10 de Fevereiro de 1580 os moinhos da Matrena eram propriedade do Morgado Máximo de Pina. Por Alvará de 1595 de Filipe I, concedeu a Máximo de Pina, licença para fazer uma fábrica de vidros na sua Quinta de Matrena, utilizando energia hidráulica do rio Nabão e matéria silicosa da Charneca da Peralva. A fábrica parece não ter grandes resultados, mas ainda devia existir em 1706, ano em que um descendente de Máximo de Pina fez uma ponte de alvenaria sobre o rio Nabão, naturalmente para a passagem de pessoal e lenha da freguesia de S. Pedro para a dita fábrica.

Em 1729 parece que o Morgadio passou dos Pinas para os Alardo de Meneses e Lencastre, alcaide-mor de Leiria, sendo o administrador o professor Frei João Capuchinho do Convento de Santa Cita. Em 1876 os moinhos estavam arrendados a António de Albuquerque do Amaral Cardoso.

Em Abril de 1880, Manuel Valente de Almeida Júnior, comprou as quintas, moinhos, caneiros e mais bens do Morgadio de Matrena. Em 11 de Agosto de 1890, João de Vieira Casquilho efectuou a escritura de promessa de venda com Manuel Valente Júnior dos moinhos e mais anexos da Matrena, a fim de ali se estabelecer uma fábrica, inicialmente destinada á fiação, tecidos e estamparia de artigos de algodão Em Novembro de 1890, António Rodrigues Claro, empreiteiro da Fábrica de Matrena, oficia à Câmara que …em breve… enviaria a planta pormenorizada das obras que estava fazendo na Fábrica Nova de Matrena, as quais somente seriam começadas em meados do Verão seguinte na parte respeitante ao Açude. Fábrica existente até hoje, mas actualmente sem laboração.

1580
1580

Moinhos da Matrena

1595
1595

Alvará Real para Fábrica de Vidros

1706
1706

Ponte de alvenaria sobre o Rio Nabão

1890
1890

Aquisição para conversão em fábrica de fiação

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